Aqueces, preparas-te física e mentalmente para a grande luta que vais enfrentar. Esticas os braços, as pernas, e rodas o pescoço até estalar por completo. Fazes-te de crescido, e começas também por aquecer o sorriso. Acabas por baixar-te. Rebaixas-te até à areia que tens aos teus pés que julgas tua. Dás largas à tua imaginação e tentas imaginar o que se vai passar, aliás - o teu ego leva-te mais além – agora já pensas que vai ser fácil, e o teu olhar, que alcança todos os pormenores e todos os defeitos, leva-te a viver tudo com mais emoção.
Dão-te sinal, é a tua vez. É agora que tens a tua oportunidade de mostrar que vales mais do que dizes(m). Pensas que não, mas falhas. É incrível não é?
O excesso de confiança fez-te mesmo mal e agora, que já não consegues fazer nada e, para além do coração, dói-te o corpo todo.
O pânico instala-se, as lágrimas vêm ao de cima, a emoção de ver alguém a passar por ti, com pouco esforço, dói não dói? Ninguém vê, ninguém sabe, só tu o sentes.
Falhar é o início, só se evolui depois. Mas, quando não se sai da caixinha dos falhados, como é que se faz?
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