Não quero esgotar-me de novo a fazer braço-de-ferro contra fantasmas.
Não consigo ser maior quando me vêm pequena.
Quando fujo é quando mais preciso que me procurem.
É quando nego um abraço que mais quero que mo forcem, me esmaguem.
Não quero guerrilhas, ou ilusões de novo.
E quero que o medo se vá embora de uma vez e não me atormente o sono.
Deixemo-nos de moralidades, não me vejam pequena!
Deixem-me vencer.
Deixem-me, por uma vez, vencer.
Deixem-me ser maior e mais capaz que os fantasmas.
E dêm-me um momento para acreditar que as coisas podem mudar, olhos nos olhos.
Não vêm?
Fujo porque preciso de ti, e não o sei dizer senão correndo. E nem tudo tem de fazer sentido, por uma vez, por isso, só desta vez, vou acreditar num "para sempre" sem medos, fantasmas, ou sombras a atormentarem-me o sono e a vida.
Fantastico . Entao o final ta divino mesmo.
ResponderEliminarE mesmo isso que sinto tanta vez " nem tudo tem de fazer sentido" :)
Gostei mesmo muito do texto, mas a ultima frase marcou-me. Adorei
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